Agora mesmo

Se eu fosse esperar melhores condições espirituais para servir, até o presente momento eu não teria começado….

Chico Xavier

Transcrevo caro leitor, parte do “currículo” de dificuldades e lutas do Chico Xavier, como anotado por um de seus amigos.

Uma infância sofrida.

Doente dos pulmões aos doze e aos quarenta anos.

Gravemente enfermo de um olho desde 1931.

Cinco cirurgias de alto risco.

Dois enfartes.

Sessenta anos de trabalho pela madrugada afora.

284 livros psicografados nas horas em que podia estar descansando.

Mais de 10 milhões de exemplares vendidos sem nunca haver recebido um centavo de direitos autorais.

Sofreu todos os tipos de provações.

Perseguido, caluniado, ironizado, traído, nada fez com que desistisse da tarefa.

Ao cabo da existência física de Chico, mais de 420 livros foram publicados, em uma impressionante média de mais de cinco livros por ano, tudo isso sem prejuízo de suas ocupações profissionais e familiares, e ainda por cima gozando de uma saúde precária.

Chico tinha para não dar certo. Mas deu. Deu certo porque ele nunca esperou que sua situação de vida melhorasse para realizar a tarefa a que havia-se proposto.Chico começou de onde estava e com o que tinha. Narram alguns de seus biógrafos, que, não dispondo de ambiente dentro do lar para tarefas mediúnicas, Chico chegou a psicografar algumas vezes no banheiro de sua casa, pois lá conseguia algum ambiente mais propício aos seus labores de intercâmbio com o mundo espiritual.

Hoje, vemos muitas pessoas aguardando uma situação de vida mais favorável para se lançarem de sua metas. Provavelmente, elas irão desencarnar sem saírem do mesmo lugar.

Nestes minutos com o Chico, cuidemos de dar o primeiro passo em direção aos nossos objetivos, não deixando para amanhã a tarefa que nos cabe realizar hoje.

Livro: Minutos com Chico Xavier por José Carlos de Lucca.

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Falando ao Trabalhador

“O progresso nos Espíritos é o fruto do próprio trabalho; mas, como são livres, trabalham no seu adiantamento com maior ou menor atividade, com mais ou menos negligência, segundo sua vontade, acelerando ou re- tardando o progresso e, por conseguinte, a própria felicidade.” Livro: O céu e o inferno = Allan Kardec – 1ª parte – Cap. 3º – Item 7.

Trabalhador da vida persevera agindo no bem.

As criaturas na Terra, de certo modo, se parecem com matérias brutas antes de serem trabalhadas.

Diante do solo que te não pode oferecer argila para a olaria ou leiras para a sementeira, evita a blasfêmia.

Trabalha a terra, dando-lhe o amor que te escorre abundante e amparando-a com a dádiva da linfa vivificante.

Ante a montanha não amaldiçoes as pedras.

Trabalha-as e arrancarás formas preciosas.

Frente à árvore retorcida não lhe desprezes os galhos.

Trabalha o lenho, retirando tábuas e mourões que ensejem agasalhos e utilidades.

Face ao ferro envelhedio e gasto não o injuries. Trabalha nele com o auxílio do fogo e aplica-o em variados usos.

Defrontando o lodo não o insultes.

Trabalha, drenando-o, e conseguirás aí abençoada seara que se cobrirá, oportunamente, de flores e frutos.

Há muitos corações, igualmente assim, na estrada dos homens.

Espíritos difíceis de entender, empedernidos na indiferença, retorcidos pelo ódio, envelhecidos no erro, perdidos na inutilidade, comprazendo-se na ignorância e na crueldade.

Não reclames nem os desprezes.

Abre os braços e socorre-os em nome do amor. Quanto te seja possível trabalha junto a eles e neles, confiante no Divino Trabalhador.

Possivelmente os resultados não virão logo nem o êxito do trabalho surgirá de imediato.

Muitas vezes sangrarão tuas mãos na execução da obra e dilacerarás o próprio coração.

De início a dificuldade, o esforço e a perseverança no trabalho.

Mais tarde a assistência carinhosa e o zelo cuidadoso.

Por fim surpreenderás, feliz, a vitória do trabalho paciente, sorrindo como flores na lama, saudando a beleza e a glória da vida em nome de Jesus, o Obreiro da felicidade de nós todos.

Livro: Espírito e Vida. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, ditado pelo espírito Joanna de Ângelis.

A morte não existe

A morte é o ato pelo qual nós nos libertamos do corpo material que nos serve de instrumento durante nossa vida na Terra.

Quando nascemos, nós nos encarnamos; quando morremos, nós desencarnamos.

Nós não morremos nunca porque somos espíritos imortais; o que morre é o nosso corpo.

Logo que desencarnamos, o nosso espírito, que é nós mesmos, começa a viver a vida espiritual e o nosso corpo é transformado pela natureza.

Terminado o tempo da nossa encarnação, devemos voltar para o mundo espiritual.

O corpo começa a enfraquecer-se e os laços que prendem o espírito ao corpo se desatam. Nosso anjo da guarda e todos os espíritos que nos estimam vêm receber-nos e ajudar-nos a nos libertar do corpo material.

Imediatamente eles nos ensinam a dar os primeiros passos no mundo espiritual. Toda nossa existência se desenrola diante de nós e nossa consciência nos mostra o bem e o mal que fizemos.

Se a nossa vida foi má ficaremos presos às regiões do espaço próximas à Terra onde o remorso nos fará sofrer até que o Pai nos perdoe.

Se a nossa vida foi boa, partiremos com nossos amigos para as regiões da luz e da felicidade. Enquanto isso, aqui na Terra sepultam o nosso corpo material.

Como estamos vendo, a morte é uma transformação feliz, principalmente se tivermos o cuidado de fazer o bem.

Não há motivos para choros, nem para lutos, nem para desesperos ou tristezas. Todos nós desencarnaremos e depois de desencarnados ficaremos reunidos no mundo espiritual.

E todos juntos iremos receber o prêmio de nossas boas ações das próprias mãos de Jesus.

Livro: 52 Lições de Catecismo Espírita por Eliseu Rigonatti.

Qual deve ser a posição do jovem espírita perante a prática sexual antes do casamento?

Divaldo Franco responde:

É uma questão muito controvertida, porque é um problema de consciência. Por mais amplitude que me permita, não consigo conceber o sexo como parte de uma vida promíscua. O estômago, quando se come demais, tem indigestão. Qualquer órgão de que se abusa, sofre o efeito imediato. O problema do sexo é a mente. Criou-se o mito que a vida foi feita para o sexo, e não este para a vida. Depois da revolução sexual dos anos 60, o sexo saiu do aparelho genésico para a cabeça. Só se pensa, fala, respira sexo. E quando não funciona, por exaustão, parte-se para os estimulantes, como mecanismos de fuga, o que demonstra que o problema não é dele, e sim, da mente viciada.

Se o problema fosse do sexo, as pessoas “saciadas” seriam todas felizes, o que, realmente não se dá. Ou a criatura conduz o sexo, ou este a arruína. Ou se disciplina o estômago, ou se morre de indigestão. Tenho aprendido, com a experiência pessoal e com a adquirida em nossa comunidade, que o sexo antes do casamento constitui um mecanismo de desequilíbrio. Mesmo porque, com tanto sexo antes do casamento, já não se faz necessário casamento depois do sexo. Acho perfeitamente natural, embora não justifica que nem estimule, que a pessoa, num arrebatamento afetivo, em um momento, realize uma comunhão sexual. Não encaro isso como escândalo, porque o sexo, como qualquer departamento orgânico, é setor de vida. O que me parece grave, é que a esse momento de arrebatamento se sucederão outros, como a sede de água do mar, que, quanto mais se bebe mais sede se tem. Conheço casos de frustrações sexuais terríveis, de neuroses, psicoses, porque as pessoas foram traídas nos seus sentimentos profundos, pelo abandono a que foram relegadas.

Sugiro ao jovem espírita a atitude casta. Uma atitude casta não quer dizer isenta de comunhão carnal, mas sim, de respeito, de pureza. Colocar o sexo no lugar e o amor acima do sexo, que moralizado pelo amor, sabe-se quando, como e onde atuar.

Quando se ama, não se atira o outro na ruína. O sexo, antes do matrimônio, deve ser muito bem estudado, porque, sob a alegação de que se “tem necessidade” dele, não se o torne vulgar. Cada consciência eleja para o próximo o que gostaria que o próximo elegesse para si.

Livro: S.O.S Família. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, ditado por Joanna de Ângelis e espíritos diversos.

Ergamo-nos

Levantar-me-ei e irei ter com meu pai“. Lucas 15:18

Quando o filho pródigo deliberou tornar aos braços paternos, resolveu intimamente levantar-se.

Sair da cova escura da ociosidade para o campo da ação regeneradora.

Erguer-se do chão frio da inércia para o calor do movimento reconstrutivo.

Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante.

Fugir à treva e penetrar a luz.

Ausentar-se da posição negativa e absorver-se na reestruturação dos próprios ideais.

Levantou-se e partiu no rumo do Lar Paterno.

Quantos de nós, porém, filhos pródigos da Vida, depois de estragarmos as mais valiosas oportunidades, clamamos pela assistência do Senhor, de acordo com os nossos desejos menos dignos, para que sejamos satisfeitos? Quantos de nós descemos, voluntariamente, ao abismo, e, lá dentro, atolados na sombria corrente de nossas paixões, exigimos que o Todo-Misericordioso se faça presente, ao nosso lado, através de seus divinos mensageiros, a fim de que os nossos caprichos sejam atendidos?

Se é verdade, no entanto, que nos achamos empenhados em nosso soerguimento, coloquemo-nos de pé e retiremo-nos da retaguarda que desejamos abandonar.

Aperfeiçoamento pede esforço.

Panorama dos cimos pede ascensão.

Se aspiramos ao clima da Vida Superior, adiantemo-nos para a frente, caminhando com os padrões de Jesus.

―Levantar-me-ei, disse o moço da parábola.

―Levantemo-nos, repitamos nós.

Livro: Fonte Viva. Psicografia de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo espírito de Emmanuel (Ergamo-nos – 13)

Trovas de Mãe

Dia das Mães!… Alegrias
Das mais puras, das mais belas!…
Mas é preciso saber
O dia que não O delas.

O nosso berço no mundo,
Sem que ninguém o defina,
E um segredo entre a mulher
E a Providência Divina.

Mãe possui onde apareça
Dois títulos a contento:
Escrava do sacrifício,
Rainha do sofrimento.

Mulher quando se faz mãe,
Seja ela de onde for,
For fora, é sempre mulher,
Par dentro, O um anjo de amor.

Maternidade na vida,
Que o saiba quem não souber,
É uma luz que Deus acende
No coração da mulher.

Coração de mãe parece,
No lar em que se aprimora,
Padecimento que ri,
Felicidade que chora.

Pela escritura que trago,
Na história dos sonhos meus,
Mãe é uma estrela formada
De uma esperança de Deus.

Quantas mães lembram roseira
Quantos filhos rosas são!…
Quanta rosa junto à festa!
Quanta roseira no chão!…

Livro: Mãe Antologia Mediúnica. Psicografia de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo espírito de Delfine Benigna da Cunha

Impedimentos

“Pondo de lado todo o impedimento… corramos com perseverança a
carreira que nos está proposta”. Carta de Paulo aos Hebreus 12:1

Por onde transites, na Terra, transportando o vaso de tua fé a derramar-se em boas obras, encontrarás sempre impedimentos a granel, dificultando-te a ação.

Hoje, é o fracasso nas tentativas iniciais de progresso.

Amanhã, é o companheiro que falha.

Depois, é a perseguição descaridosa ao teu ideal.

Afligir-te-ás com o fel de muitos lábios que te merecem apreço.

Sofrerás, de quando em quando, a incompreensão dos outros.

Periodicamente encontrarás na vanguarda obstáculos mil, induzindo-te à inércia ou à negação.

A carreira que nos está proposta, no entanto, deve desdobrar-se no roteiro do bem incessante…

Que fazer com as pessoas e circunstâncias que nos compelem ao retardamento e à imobilidade?

O apóstolo dos gentios responde, categórico: “Pondo de lado todo o impedimento”.

Colocar a dificuldade à margem, porém, não e desprezar as opiniões alheias quando respeitáveis ou fugir à luta vulgar. É respeitar cada individualidade, na posição que lhe é própria, é partilhar o ângulo mais nobre do bom combate, com a nossa melhor colaboração pelo aperfeiçoamento geral. E, por dentro, na intimidade do coração, prosseguir com Jesus, hoje, amanhã e sempre, agindo e servindo, aprendendo e amando, até que a luz divina brilhe em nossa consciência, tanto quanto inconscientemente já nos achamos dentro dela.

Livro: Fonte Viva. Psicografia de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo espírito de Emmanuel (Impedimentos – 12)