Qual deve ser a posição do jovem espírita perante a prática sexual antes do casamento?

Divaldo Franco responde:

É uma questão muito controvertida, porque é um problema de consciência. Por mais amplitude que me permita, não consigo conceber o sexo como parte de uma vida promíscua. O estômago, quando se come demais, tem indigestão. Qualquer órgão de que se abusa, sofre o efeito imediato. O problema do sexo é a mente. Criou-se o mito que a vida foi feita para o sexo, e não este para a vida. Depois da revolução sexual dos anos 60, o sexo saiu do aparelho genésico para a cabeça. Só se pensa, fala, respira sexo. E quando não funciona, por exaustão, parte-se para os estimulantes, como mecanismos de fuga, o que demonstra que o problema não é dele, e sim, da mente viciada.

Se o problema fosse do sexo, as pessoas “saciadas” seriam todas felizes, o que, realmente não se dá. Ou a criatura conduz o sexo, ou este a arruína. Ou se disciplina o estômago, ou se morre de indigestão. Tenho aprendido, com a experiência pessoal e com a adquirida em nossa comunidade, que o sexo antes do casamento constitui um mecanismo de desequilíbrio. Mesmo porque, com tanto sexo antes do casamento, já não se faz necessário casamento depois do sexo. Acho perfeitamente natural, embora não justifica que nem estimule, que a pessoa, num arrebatamento afetivo, em um momento, realize uma comunhão sexual. Não encaro isso como escândalo, porque o sexo, como qualquer departamento orgânico, é setor de vida. O que me parece grave, é que a esse momento de arrebatamento se sucederão outros, como a sede de água do mar, que, quanto mais se bebe mais sede se tem. Conheço casos de frustrações sexuais terríveis, de neuroses, psicoses, porque as pessoas foram traídas nos seus sentimentos profundos, pelo abandono a que foram relegadas.

Sugiro ao jovem espírita a atitude casta. Uma atitude casta não quer dizer isenta de comunhão carnal, mas sim, de respeito, de pureza. Colocar o sexo no lugar e o amor acima do sexo, que moralizado pelo amor, sabe-se quando, como e onde atuar.

Quando se ama, não se atira o outro na ruína. O sexo, antes do matrimônio, deve ser muito bem estudado, porque, sob a alegação de que se “tem necessidade” dele, não se o torne vulgar. Cada consciência eleja para o próximo o que gostaria que o próximo elegesse para si.

Livro: S.O.S Família. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, ditado por Joanna de Ângelis e espíritos diversos.

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